quinta-feira, 26 de maio de 2011

Que fique desnecessário

Dizem que os humanos são assim: acostumáveis. Acostuma com a escuridão se não tem janela. Acostuma com a tristeza se não tem sorriso. Acostuma com o vermelho se não tiver nenhuma cor por perto. Acostuma a sofrer.
E eu acostumei com você.
Com seu sorriso, suas brincadeiras, sua mão, seu arrepio, sua boca... Sou humana não é? Mas e o desacostumar, o que faço com isso? Noto que desde que você foi embora, o desacostumar é mais difícil do que o acostumar. Acostumei tanto com você que é como se não pudesse mais viver sem o sol, sabe. Mas você não é o sol.
Se eu acostumei com sua presença, acostumo com sua falta.
Mesmo que me doa, que me arrepie, que me acabe e me quebre, eu tento. E não desisto. Desistir é um ato de fracasso. E o fracassado aqui é só você. Só.
Se eu acostumei com sua presença, acostumo com sua falta.
Quando você foi embora, não ouvi nenhuma palavra que saiu da sua boca dizendo que sentiria saudade. Orgulhoso! Já eu chorei. Porque acostumei! Desacostumar por mais que pareça fácil, não é! Pensa se você vai acostumar a viver sem a noite fácil, fácil...
Mas ele não é a noite.
Só é um nada, um homem que veio pra minha vida, me fez feliz em momentos e resolveu desaparecer. Por conta própria.
Não nasci colada em você e também você nem me viu dar meus primeiros passos, então que importância você teria na minha vida?
Acostumo sem você.
Coisa ruim sempre demora acabar, não é? Deixa demorar a sair de mim. Já que não presta, só me de paciência. Pra desacostumar.
Se eu acostumei com sua presença, acostumo com sua falta. Tranqüila.
RR

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