domingo, 1 de agosto de 2010


O caminho ta amplo, só basta abrir a cabeça e seguir. Não quero me prender aqui nesse cárcere privado, onde abrir a boca já lhe causa dor e razão pra se refugiar em outra morada. Não preciso de mãe nem pai, até porque já não aguentam me seguir. Um lugar amplo. Pra me deitar e ver o conjunto das estrelas e a lua não solitária. Deixe-me ir. Só por duas noites ou mesmo ao amanhecer, ao relance mais perfeito da pintura de Deus. Deixe. Um lugar amplo então seguirei. Não é troca, sabe. É instinto. De sair do cárcere e viver sob o céu nu, ao encanto do vento, ao encanto de Sarayu.
RR

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